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A Favorita – Crítica

Um filme que desafia as leis dos ‘‘blockbusters’’. O longa é, no mínimo, curioso. Assim como todos os outros filmes do diretor Yorgos Lanthimos, a história contada tem uma narrativa própria e, de certa forma cômica – para não dizer esquisita. Com uma edição diferente e uma produção impecável, ‘‘A Favorita’’ narra a história da realeza inglesa do século XVIII comandada pela recém-nomeada rainha Anne (Olívia Colman), durante uma guerra contra a França. Anne se mostra uma rainha mimada e triste por causa de seu passado. Por isso, seu braço direito – e amante secreta – Sarah Churchill (Rachel Weisz), Duquesa de Marlborough, é quem realmente comanda todos de dentro e fora do castelo real, até que a chegada de sua prima, Abigail Masham (Emma Stone) muda o rumo das coisas.

O longa vencedor de vinte e duas premiações – entre elas o Globo de Ouro de Melhor Atriz para Olivia Colman e o Critics’ Choice Awards em duas categorias – pode ter uma mensagem crítica escondida na disputa entre Sarah e Abigail pela preferência e pelo poder sobre a rainha Anne.

Parece que Lanthimos quer mostrar até onde o ser humano pode ir por poder e status sem precisar ‘‘sujar’’ as mãos, fazendo tudo nas entrelinhas. E ele consegue. A obra do diretor grego tem todos os elementos necessários para um longa ser chamado de único. E no caso de ‘‘A Favorita’’ é. Toda a direção de arte e fotografia combinam em pontos-chave, a direção geral não deixa a desejar e o elenco completa com perfeição a atuação de Olívia, Emma e Rachel, com nomes como Nicolas Hoult, James Smith e Joe Alwyn.

Com destaque para a interpretação de Olívia Colman e sua contracenação com a Rachel Weisz, o roteiro de Lanthimos em parceria com Efthymis Filippou não tem erros e divide o longa em oito atos ou capítulos racionalmente intitulados com frases de efeito das próprias personagens do triângulo ‘‘amoroso’’.

Se visto com os olhos do público, a trama entre Anne, Sarah e Abigail torna as três personagens ‘‘as favoritas’’, fazendo com que quem veja o longa ame, odeie, sinta empatia e um certo desprezo por elas em vários momentos diferentes da obra.

Postado  16  de janeiro de 2019

Texto: Lola Dias

Fotos: Reprodução/Divulgação

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